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Vereadores participam de reunião contra a exploração do xisto no Planalto Norte

Publicado em 12/04/2019 às 15:55 - Atualizado em 12/04/2019 às 15:56

Na última quarta-feira, 10, os vereadores participaram de uma reunião sobre a luta contra a exploração do xisto na região do Planalto Norte Catarinense. O encontro foi organizado pela PRORIOS, de Papanduva, na capela da localidade de Augusta Vitória em Mafra.

Os vereadores Adilson Sabatke (PP), Edenilson Schelbauer (PSB), Valdir Sokolski (PSB) e Vanderlei Peters (PDT) participaram da reunião.  A PRORIOS convidou moradores das localidades de Rio do Cedro, Avencal do Saltinho, Vila Scafacheck, Guarupu, Pedra Fina, Contagem Rank, Contagem Schadeck.

Durante o encontro, foi explicado que Papanduva recebe visitas de pesquisadores desde 2012. No começo, os moradores receberam as informações que seriam pesquisas ambientais. No ano passado, a população teve um encontro com a empresa responsável pelas pesquisas e descobriram que o objetivo era a extração de óleo de xisto.  Além disso, uma parte do interior de Mafra também seria área de extração.

Desde então, os moradores de Papanduva contam que a empresa está invadido propriedades, monitorando a região por meio de drones.  Neste mês, a Prefeitura de Papanduva publicou uma nota de repúdio à empresa sobre a forma que vem abordando o assunto e a população.  Segundo a nota, o repúdio ocorreu porque as empresas não fizeram previamente a exposição detalhada, em audiência pública, à população diretamente afetada, a forma como obtiveram os licenciamentos dos órgãos públicos para realizarem o seu intento, quais os direitos dos proprietários das áreas servientes para tais pesquisas, como poderiam estimar os valores a que teriam direito de remuneração. Também não foram esclarecidas quais as possíveis consequências que adviriam do êxito e aprovação de suas análises, inclusive alertando-os da possibilidade de futuramente programar-se a extração minerária e serem definitivamente afetados. Assim, utilizando-se desta omissão deliberada de comunicação informativa, estas empresas acabaram prejudicando a todos, principalmente os proprietários de terras particulares.

Durante o encontro, os organizadores explicaram que a extração do óleo de xisto é extremamente danosa ao meio ambiente e, por mais que muitos pensem que pode gerar impostos e alavancar a economia da região, a atividade traz prejuízos para a saúde das pessoas e animais, além de colocar em risco a água, o ar e o solo da região.

Para os vereadores mafrenses, o assunto deve ser amplamente discutido entre a população, a empresa, o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Além disto,  os vereadores acreditam que o meio ambiente deve ser respeitado e preservado.

 

Fonte: Câmara de Vereadores de Mafra

 

 

 


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